Yogaterapia para o tratamento de diabetes

Luís Mário Duarte

Diabetes mellitus pertence a um grupo de desordens manifestado pela hiperglicemia, ou seja, taxas de glicose (açúcar) no sangue acima do normal. As causas da diabetes podem ser muitas, mas o defeito real para os pacientes é que não conseguem produzir insulina (hormônio produzido pelo pâncreas) nas quantidades necessárias para fazer frente à sua demanda metabólica. Esses pacientes estão propensos a determinadas complicações, relacionadas com a gravidade do déficit insulínico e com a dificuldade de se alcançar um bom controle da glicemia (taxa de açúcar no sangue). Com excelentes “efeitos” terapêuticos, o Hatha Yoga pode beneficiar enormemente o paciente com diabetes, tanto preventiva quanto terapeuticamente.

O sistema do Hatha Yoga está estruturado no polinômio ásana, pránáyáma, bandha, kriyá e mudrá, que produzem modificações excelentes no fluxo de energia do corpo, visando a otimização de sua produção, assimilação, uso, armazenamento, metabolização e excreção. Devemos lembrar que a glicose é um produto altamente energético produzido nos vegetais fotossintetizantes a partir de dióxido de carbono e água sob a incidência da luz solar. Ou seja, a glicose é portadora de energia solar em forma química para uso dos organismos biológicos. Ora, o Sol, segundo os yogis, é a grande fonte de prána no Universo. Dessa forma, quando ingerimos glicose estamos ingerindo indiretamente prána. Se existe erro no metabolismo da glicose, em verdade há erro na utilização do prána pelo organismo. Logo, as práticas do Hatha Yoga tendem a remover o defeito básico por trás da doença, por absoluta necessidade de que haja bom fluxo e aproveitamento de prána.

Há certos riscos de atividade física intensa para os diabéticos, de forma que o Hatha Yoga é um excelente sistema, já que não oferece os riscos da ginástica estuante e possui todos os seus benefícios.

Práticas de ásanas (posturas) de torção, invertidas, de flexão posterior e anterior são as melhores para o tratamento. O bhastriká pránáyáma, o sukha purvaka pránáyáma e o súrya bheda pránáyáma são as técnicas de respiração mais eficientes. Uma boa sugestão para o diabético é a ingestão de alimentos sólidos quando a narina direita estiver livre e de líquidos quando a esquerda estiver liberada. Relaxamento e meditação são determinantes para um bom resultado. O Yoga proporciona uma grande possibilidade de reeducação dos hábitos mentais e alimentares facilitadores da doença, favorecendo o doente em todos os aspectos. Se não for possível a cura, o controle da hiperglicemia torna-se muito mais fácil com menores doses de medicamentos, assim nos mostram anos de experiência em contato com praticantes seriamente acometidos dessa doença.

Extraído da revista O Atma, de outubro de 2000, e digitado por Cristiano Bezerra.

Fonte: http://www.yoga.pro.br

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Homeopatia pode ajudar a reduzir sintomas de dengue (01-04-2008)

Débora Xavier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Sintomas da dengue podem ser diminuídos com o auxílio da homeopatia, caso a doença seja diagnosticada precocemente. Quem afirma é o secretário de Saúde de São José do Rio Preto (SP), Arnaldo Almendro Mello.

“O preparado homeopático específico para a dengue encurta o período dos sintomas da doença. Principalmente na fase inicial, podemos observar que diminui muito a sintomatologia. Às vezes, a pessoa nem apresenta a sintomatologia”, afirmou.

O tratamento homeopático é uma das alternativas oferecidas nos postos de saúde do município. “Elas têm a opção de tratar pela homeopatia ou pela alopatia. E ainda associar os dois tipos de medicina, se assim desejarem. Aqueles que não crêem na homeopatia fazem o tratamento alopático somente”, informou.

A possibilidade de tratar a dengue com a homeopatia surgiu em 2007, quando houve na região de São José do Rio Preto 12 mil notificações e cerca de dez mil casos confirmados. “Nós tínhamos conhecimento de que a medicina cubana tratava a dengue com homeopatia e obtinha ótimos resultados. E ainda tínhamos a experiência de um pediatra homeopata da nossa cidade que tratava seus pacientes com sintomas de dengue com sucesso”, afirmou.

Arnaldo Mello ressaltou que os relatos que tinha do tratamento em Cuba era que seria possível diminuir consideravelmente as internações e os sintomas hemorrágicos da doença.

“É obvio que em nenhum momento deixamos de fazer as ações de prevenção da dengue. A homeopatia é somente um recurso a mais. Só isso. Mas ela pode ter contribuído, mesmo porque neste ano estamos com um número absurdamente menor do que no ano passado. Por enquanto, somente 30 em todo o município”, informou.

Ele admitiu, contudo, não haver ainda estudos conclusivos sobre a eficácia da homeopatia nos casos de dengue. “Nós ainda estamos levantando dados das pessoas que utilizaram homeopatia para ver se a gente consegue chegar a um número. Isso não é fácil porque no caso da homeopatia, a metodologia cientifica é diferente da alopatia. Não segue a mesma metodologia. Acreditamos que, em alguns casos, o indivíduo pode nem apresentar sintomas, caso tenha feito tratamento precoce. Mas não temos dados ainda”, afirmou.

O secretário lembrou que, na época em que a homeopatia para tratamento da dengue foi oferecida nos serviços públicos de saúde, houve uma discussão grande entre o município e a Secretaria de Saúde do estado. “Eles não aceitavam esse tipo de intervenção da homeopatia na dengue. Chegamos a um embate jurídico para conseguir manter esse programa. Tivemos apoio do Ministério da Saúde e continuamos oferecendo”.

Diante da polêmica levantada pelo tratamento, os médicos relutaram em continuar prescrevendo o complexo homeopático. Arnaldo acrescentou que a resistência ao tratamento homeopático aumentou ainda mais quando foi anunciado que seria ampliado, e isso acabou causando confusão. Para ele, houve a falsa impressão de que a homeopatia somente conseguiria conter a epidemia da dengue.

“A imprensa local acabou divulgando que era uma vacina homeopática. E não era nada disso, nós nunca usamos o termo vacina. O que afirmamos é que a homeopatia, caso seja adotada precocemente nos casos de suspeita de dengue, é capaz de reduzir seus sintomas”, concluiu.

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/03/31/materia.2008-03-31.9131877264/view